União garante continuidade do novo programa de homologação da ICP-Brasil

 
 
ITI, Inmetro, OCP e Indústria discutem o novo processo de homologação ICP-Brasil
 
 
O novo programa de homologações de equipamentos da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) voltou a ser discutido na tarde de ontem (12), na sede do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). O processo, antes feito pela ICP-Brasil, passou a integrar o Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade (SBAC) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
 
Com objetivo de ampliar as discussões, o encontro reuniu todos os atores envolvidos no processo: ITI, Inmetro, NCC Certificações – que atualmente é o único Organismo de Certificação de Produto (OCP) acreditado, Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (ABRID) e representantes da Indústria fornecedora de cartões, leitoras, tokens e HSMs (módulos de segurança criptográficos).
 
Diversos pontos foram apresentados e debatidos pelos participantes. Todos tiveram a oportunidade de expor queixas, expectativas, além do esclarecimento de dúvidas relacionadas ao novo programa. Destaque para a fala da Indústria que externou sua insatisfação com a condução dos processos de migração para o novo sistema, motivo da resistência do empresariado.
 
Uma das queixas dos fornecedores é a escassez de laboratórios acreditados pelo Inmetro para realização dos ensaios, atualmente há apenas um designado. Maria Aparecida Martinelli, da secretaria executiva do Comitê Brasileiro de Avaliação da Conformidade (CBAC) do Inmetro, informou que a autarquia tem trabalhado para que em breve sejam credenciados mais dois laboratórios.
 
Após discussões e esclarecimentos, representantes da Indústria demonstraram que atenderão as exigências para adequação ao novo programa e o farão até o prazo limite, 17/11.
 
O diretor-presidente do ITI, Renato Martini, agradeceu pela disponibilidade de todos e disse acreditar que o consenso e o trabalho conjunto contribuirão para o sucesso do sistema. Martini sugeriu, ainda, a criação de um canal de relacionamento com a Indústria que facilite o fluxo de informações entre as partes envolvidas.