Inovar é fazer conexões entre competências tecnológicas e as necessidades dos consumidores, funcionários e meio ambiente. A afirmação é do gerente de Marketing Corporativo da 3M do Brasil, Luiz Serafim. "Não adianta criar algo diferente que dê apenas retorno financeiro. Se é apenas criatividade, não é inovação", defende.
Na palestra que fez na 5ª Feira e Congresso Internacionais de Soluções Ecoeficientes, em São Paulo, Serafim explicou que a 3M investe 4% do que lucra com a venda de seus produtos em inovação e espera que 40% de seu crescimento econômico anual venha de novos itens. Não é à toa que a empresa tem mais de 43 mil patentes e atua em 46 plataformas tecnológicas diferentes.
Serafim considera que a inovação está sempre atrelada a resultados, sejam eles econômicos ou de bem-estar. "Satisfação de funcionário também conta, afinal influencia diretamente na produtividade." Ele defende que esse tipo de investimento beneficie a todos os envolvidos, facilitando a vida do consumidor, melhorando a rotina de trabalho dos funcionários e reduzindo impactos no meio ambiente.
Além de ficar atenta às tendências e necessidades do mercado, a empresa defende a redução do desperdício. Há anos a 3M segue o mote Poluição é perda, e a perda de hoje nos leva à escassez de amanhã. Para solucionar esse tipo de questão foi criado o Programa Prevenção da Poluição se Paga, ou 3P. A intenção é reduzir ao máximo a poluição e o desperdício tanto na cadeia produtiva quanto do produto final. Atualmente no Brasil são cerca de 40 projetos para reduzir os impactos ambientais e, ao mesmo tempo, crescer economicamente. "Redesenhar a produção substituindo matérias-primas, pensando em novo maquinário, reciclando é pensar lá na frente em termos ambientais e de saúde da empresa", destaca.
